A Secretaria de Governo Digital mantém catálogos de serviços de computação em nuvem associados ao modelo da Portaria SGD/MGI nº 5.950/2023. A finalidade declarada é padronizar contratações e assegurar o uso da métrica USN de forma objetiva, comparável e rastreável.
O papel do catálogo
O catálogo transforma milhares de itens comerciais em uma referência contratual. Ele ajuda a identificar serviço, unidade de cobrança, preço de referência e relação com a métrica adotada. Também oferece uma base para fiscalização, conciliação de faturas e análise de consumo.
O problema da velocidade
A utilidade do catálogo depende de sua atualização. Provedores criam serviços, alteram famílias de produtos, substituem SKUs e lançam modelos de preço com frequência. Um catálogo estático pode produzir três efeitos indesejados: impedir o uso de uma solução mais adequada, manter itens obsoletos e exigir aditivos frequentes para mudanças que fazem parte da dinâmica normal do mercado.
USN não é, por si só, governança
Uma unidade de serviço pode facilitar comparação e faturamento, mas não substitui controles de FinOps. O órgão ainda precisa acompanhar consumo, compromissos, descontos, créditos, câmbio, tributos, desperdícios, recursos ociosos e diferenças entre preço público e preço efetivamente negociado.
Controles mínimos
- Versão e data de vigência de cada catálogo.
- Histórico de inclusão, alteração e retirada de itens.
- Mapeamento entre SKU do provedor, métrica contratual e centro de custo.
- Regras para descontos, créditos e compromissos de consumo.
- Conciliação independente entre console, fatura do provedor e cobrança do intermediário.